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A PROSOPOÉIA DAS “MINORIAS”
Esmeraldo Lopes



O lenga-lenga das “minorias” está solto por aí, parecendo badalo de chocalho em pescoço de touro amuado. “Minorias” étnicas, religiosas, de gênero, de opção sexual, de localidade... e o badalo vai batendo, esparramando o som até que o mundo chegue ao fim. Cada minoria reivindica reconhecimento, esturra reclamando direitos, bate o pé e embirra. Toma o mundo como inimigo e forma uma pequena bolha dentro dele. Arranja fundamento de si na falsificação da história, conservando o que interessa, retirando o que não lhe faz agrado, inventando floreio. No fim aparece uma imagem imaculada, vitima das brutezas e dos preconceitos do mundo, reclamando justiça. No percurso de vida dos seus não há pecado, só pureza, que a maldade é atributo da “maioria”. Se, porventura, praticaram ato desabonador, foi como resposta justa, ou inocente, afinal eram produtos. Não podiam ter responsabilidade. O que conta é que hoje estão aí tomando consciência de que são “minorias”, de que seus membros foram oprimidos, que resistiram e que agora se resgatam das trevas e vêm à luz. Banhadas de ressentimentos olham no espelho do mundo e só enxergam beleza nos detalhes de suas faces. Sim, por recobro o mundo lhes pertence. Os outros que se danem. Os outros devem ser tomados como seus serviçais, devem cair-lhes aos pés implorando perdão. Nada, mas nada mesmo que ponha desconfiança em seu credo merece compreensão. Qualquer questionamento ganha a alcunha temerosa de preconceito. E de mendigueiras por tolerância, se transformam, de uma hora para outra, em campeãs da intolerância, e erguem um tribunal inquisitório para sondar e punir, para punir no altar da pureza, aqueles que a elas não se quedam. Não obstante, quando a situação lhes é desfavorável, bradam: “Direitos iguais!, “Direitos humanos”. E expõem, sem pudor nenhum, seus lamentos de coitadinhas. Diante de suas lamurias, acorrem os igrejeiros e os incautos condolentes, fazendo reclamos na imprensa, nos púlpitos que encontram. E nesta fileira se dispõem todos aqueles que concorrem à gloria do título de “politicamente correto”: um bando de idiotas com enfeites civilizatórios.

“Minoria” nasce da idéia de gente sofisticada, de gente fornida nos bons frutos da vida. É que essa gente, na procura da fuga de seu vazio, depara-se com as durezas da vida. Amolece o coração, se enche de piedade, piedade carregada de sentimento de culpa. E na comodidade de olhar não o rosário, mas uma só conta, fita-a, faz exame superficial e proclama: és pura, és vitima, és bela. E colocam-na no centro do universo: és única. E a cada conta faz o mesmo discurso, e as contas não querem mais ser rosário. E os membros de cada conta formam magotes, e os magotes se dividem e submagotes. Eis aí como nascem as “minorias”. Nisso, os maestros das “minorias”, com seus falares sofisticados, com seus modos finos, com suas roupas e costumes exóticos, olham para os exóticos membros das “minorias” e lhes ordenam: “Conquistem. Os que não se curvam são inimigos, são parte da maioria”. Acreditando-se belas, puras, únicas, vitimas... como lhes disseram, orgulham-se em ser como são, só pensam em se afirmar nesse ser, qualquer que seja o ser. Assim se bastam. Plantam-se contentes a papagaiar, a reproduzir-se à imagem e semelhança da caricatura que lhes impingiram, banhadas de vaidade.

Os magotes que se intitulam com o rótulo de “minorias”, não passam de agregados constituídos por fracotes, que julgando-se incapazes de uma vida com compartilhamento do sol, reivindicam-no todo para si. Sabem-se apeados de argumentos consistentes. Para se encobrir, tacham a tudo que lhes resiste como preconceito e discriminação. Armados com uma quadrilha de expressões – direitos humanos, direitos iguais, preconceito e discriminação – partem para instituir e sacralizar o altar da censura e impedir a possibilidade de contestação. Querem naturalizar o desnaturalizado, se fixar em posições sem caminho de mérito, surrupiar direitos dos que não lhes são parte, se fazerem tolerados na sua intolerância. Como se sabem débeis, se ancoram em argumentos apelativos que visam incluir, sem que se peça licença, todos as pessoas que julguem possível enquadrar no rol das vítimas embaladas pelo ressentimento dos fracos. Foi usando desse artifício que um dia um falante de um movimento negro me enquadrou como negro. Que petulância! Aquele fanático - e os membros das “minorias” são sempre fanáticos -, de um só golpe, queria matar o índio e o branco que existem dentro de mim, e deixar só o negro. Nada contra negro, mas respeitem o mestiço que sou. Esses fanáticos chegaram a tal ponto que querem porque querem demonstrar “cientificamente” que todo homem é um homossexual, que se ainda não o é, é porque não tem coragem de assumir a veadagem. Que em nome dos direitos das mulheres – uma “minoria” -, os homens devem ser tomados como inimigos. E por aí vão abrindo a trilha de estupidez.

Do meu observar sobre as “minorias”, cheguei a estas conclusões: os homossexuais, o que querem de verdade, é liberdade de homossexualizar e de se esparramarem fazendo proselitismo em campo aberto invadindo os espaços sociais indiscriminadamente, ou em suas palavras, arregaçar no desbunde; os movimentos negros desejam instituir um sistema de segregação onde os negros sejam os privilegiados; os movimentos indígenas (aqueles sem índio) querem tomar terras de vizinhos condenando-os à penúria; as feministas intentam masculinizar as mulheres, levando-as a tomarem os homens como seus inimigos; os movimentos em defesa dos quilombolas levam aos descendentes de escravos a tomarem seus vizinhos, até ontem paceiros, como rivais; e todos tomarem como inimiga a “maioria”, que já ninguém sabe de quem é feita. E nesse seguir, acaba-se qualquer possibilidade da idéia de ser brasileiro, de nação, de explorados, de luta por direitos sociais, de luta por redistribuição de riqueza, etc. Ao invés disso, um bando de aglomerados de “minorias” se defrontando por espaço, recobrindo-o com práticas que só levam à barbárie, e tudo em nome da civilização, mas isso é fascismo.

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