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NEGRIZAÇÃO A CACETE
Esmeraldo Lopes



Se existissem espíritos e se estes respondessem por seus atos no transcorrer da vida que vivemos, eu receberia duas punições com inclemência total, e merecidamente. A primeira, por um dia ter participado desta infelicidade nacional chamada PT, e até por ter uma vez praticado a insanidade de votar em seu candidato a presidente. A punição por essa idiotia não podia ser menor que a eternidade mergulhado em um tacho de óleo fervente. A segunda punição, por não ter me batido com veemência contra um ninho de complexados e ressentidos articulados em torno do Movimento Negro Unificado, e a punição por isso não poderia ser inferior a duas mil chibatas impiedosas. É verdade que minha ação não seria suficiente para modificar o rumo das coisas, mas pelo menos me absolveria da culpa de não ter lutado. Como ainda não fui contemplado pela graça da morte, vem-me a obrigação de obediência ao ordenamento da voz que assopra da consciência: Lute! Passo o olho da reflexão no campo de batalha e vejo o terreno minado com cotas: cota raça, cota pobre, cota escola pública. A turminha da cota-raça abraçada com o PT, entrincheirada na Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, em ONGs, rugindo ódio contra o passado, proclamando vingança, combatendo o racismo dos brancos, defendendo o racismo dos negros, ressuscitando o conceito de raça, fossando no lamaçal de preconceitos e neles se atolando, a defenderem privilégios raciais e agirem na pressuposição de superioridade da negritude. E o dito de uma ministra da tal Secretaria de Igualdade Racial: “Não é racismo quando um negro se insurge contra um branco”; “A reação de um negro de não querer conviver com um branco, eu acho uma reação natural.”

E os escritos racistas em fundamentação de Lei, alertando os descendentes de brancos sobre a possibilidade de “revanche dos que, por cinco séculos, têm sido desprezados e massacrados”, propagando a ideia de que o Brasil é um país multirracial, multiétnico. E a patrulha ideológica dos racistas exigindo censura, reclamando para si o direito absoluto e exclusivo de definir a realidade, defenestrando quem em sua contraposição. Se arvoram à negação da miscigenação, do sincretismo, da brasilidade da gente. E se põem em esforço de negação da existência de pardos, de mestiços, pois, pelo decreto que decretam, pardos e mestiços desaparecem, desaparecem lançados na vala dos afrodescendentes, e a noção de afrodescendência usada na intenção de apagar a herança biológica e cultural indígena, européia, mestiça. Nisso querem que eu me cale, que eu aceite ser anulado, classificado no querer que querem. Olho a estatística oficial e descubro que não existo, pois não me vejo nela, nela não me acho. A estatística do Ministério da Educação dizendo: “Do total de inscritos no SISU, 57,91% se declararam negros, 37,7% brancos, 2,15% amarelos, 0,62% índios e 1,59% optaram por não declarar.” Os pardos, os mestiços, o IBGE, influído pela negritude complexada e pelo governo da cambada petista, naufragou na categoria negro. Como assim? Assim: preto e pardo são considerados negros. Aí eu pergunto: E cadê eu? Cadê os marrons ou pardos ou mestiços ou miscigenados ou brasileiros? Eu sou negro? Não, eu não sou negro. Eu sou mestiço, pardo. E quem fez minha mestiçagem, minha cor parda foi a história, que não pode ser negada, sob pena de adulteração de minha identidade. A história irrigada pelo sangue índio, pelo sangue branco, pelo sangue negro, pelo sangue já misturado. Melhor dizendo: sou brasileiro. Isso me basta e que nenhum sacana me chame de afrodescendente, sob risco de tomar uma cusparada na cara. Mas eis que sucedeu o pior. A mulher presidencial, carregada de sentimento de culpa, querendo estar bem com os politicamente corretos, fazer média com o Movimento Negro, inventou a cota incompetência e decretou que todo pardo ou preto ao fazer concurso para cargo público federal na área do poder executivo, terá aproveitamento pelo sistema de cota, com reserva de 20% das vagas. E vejam a sacanagem da mulher presidencial.

O negro ou pardo não tem escolha. Desde que se declare negro ou pardo será forçado a se beneficiar da cota e assim ser olhado pela sociedade, pelos colegas, como um incapaz ajudado. Diante disso, estou liquidado, vou mudar minha declaração de cor. Só estou em dúvida se escolho ser ariano ou caucasiano e que o Movimento Negro vá bater seus tambores e distribuir seu rol de classificação no quinto dos infernos.

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