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IMPOSTURA “CIVILIZATÓRIA” – o “caso cura gay”
Esmeraldo Lopes

Esmeraldo Lopes

O colonizado traz consigo um complexo de inferioridade que se embute nas plagas mais profundas de sua personalidade e faz com que ele lute desesperadamente para se desvencilhar de todos os resquícios de seu ser real. Quer a todos os custos e à custa de todas as suas forças e possibilidades, colocar em si a mais perfeita feição do colonizador. No intento disso, olha-o, estuda-o, escuta-o e observa seus jeitos e trejeitos com uma atenção mais atenciosa que a de uma coruja sob ameaça. E assim, monta-se com o auxílio do raciocínio colonizador e trilha por mal traçadas linhas, cambaleando em passos e modos macaqueados. E, como o hábito faz o monge, até depois de muito, quando os colonizadores já não mais presentes em matéria, os colonizados, temendo perder as cores que se colocaram por ato de macaqueação, recorrem a eles para retocarem o seu ser. E para obterem reconhecimento de seus antigos senhores, procuram por todos os modos demonstrar que aprenderam a lição que lhes foi ensinada de maneira tão eficiente que os superam em civilização. Para provar isso, vomitam em palavras, ações, posturas e realizações, tudo o que nas metrópoles foi rabiscado, balbuciado, praticado. E fazem o mesmo até com o que por lá foi rejeitado, desde que a tal coisa ou ideia tenha sido apresentada por algum inteleca pertencente à vanguarda “civilizatória” mundial e tenha se configurado como avanço. Oportunidade para demonstrar que os outrora colonizados ultrapassaram a sua condição anterior e que a partir de então podem ser tomados como exemplo. Aí, os intelecazinhos colonizados põem sobre seus ombros a obrigação de levarem o imbróglio adiante, de vomitarem argumentos para justificarem a qualquer custo a reteza do absurdo que passam a defender. Não admitem nenhuma posição em contrário, nenhuma avaliação com base na cultura, na história, na situação local. Como o pensamento chega pronto, qualquer esforço de reflexão é contraindicado, aferrando-se seus defensores ao credo civilizatório. Transformam-se em cruzados, em inquisidores, ocupados na obra de implantação do pensamento único, apresentado nas cores do politicamente correto. E a partir do estabelecimento da verdade que defendem, a palavra de ordem ressuscitada das tumbas fascistas é: “obedecer, combater, acreditar”. Bom exemplo disso é o famigerado caso “CURA GAY”.

Em claro e evidente atentado à liberdade de opinião e de expressão, o Conselho Federal de Psicologia emitiu uma Resolução que diz que “os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades”. Que os termos tenham sido postos nestes termos, usando a expressão “cura”, já indica arquitetura que impede um psicólogo de atender qualquer homossexual que resolva procurar caminho através de outra orientação. E adiante, na mesma Resolução está dito que “Os psicólogos não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica”. Próprio é dizer que está é uma resolução da MORDAÇA. Colocar-se contra a sua derrubada utilizando-se de discurso supostamente democratizante é impostura pura. E trata-se do pior tipo de impostura, que é a impostura intelectual, um tipo de prostituição do espírito. Atentado contra a liberdade de expressão, com abertura de precedentes para situações piores. E eu, como ateu, como sociólogo, como professor, como militante pelas causas justas e como reconhecedor do direito das pessoas disporem de si da forma que melhor lhes convier, tenho que dizer que, neste caso, perfilo ao lado dos evangélicos, contra a insensatez e a tendência fascista dos coloridos contra a impostura e o viés fascista dos intelecas colonizados, treinados no ato covarde de apenas terem de dizer sim à ordem que diz o que têm que dizer, como devem se posicionar e como têm que pensar.

07/13

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