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Gene pedagógico
Esmeraldo Lopes

Até agora, quando se fala em genética, vem ao pensamento a imagem confusa de elementos mínimos que transmitem as características biológicas dos seres, de geração para geração, os genes. Coisa de preocupação da biologia, talvez também da química. Os cientistas dessas ciências que são puxados pela curiosidade nos genes, sobre eles afundam o seu olhar e identificam as influências do passado, as ocorrências do presente e as tendências futuras que se inscrevem em um ser. Pode ser que o rigor das ciências pelas quais se orientam explique muita coisa, mas não dá conta da observação de dois genes que se estampam com toda clarividência na cara de todos sem, entretanto, serem avistados. Falo do gene profissional e do gene ideológico. Ao contrário do gene biológico, não sei se é certo dizer assim, os genes profissional e ideológico não são transmitidos pela hereditariedade e nem de forma aleatória pelo levar do ar, como o vírus da gripe. São genes seletivos. Os genes ideológicos se transmitem de acordo com o grau de vivacidade do receptor, havendo entre eles os mais nutridos e persistentes, sendo que alguns são indestrutíveis. Exemplificando: o gene do fascismo e do stalinismo é tão forte, e possui efeitos tão bestilizante, que basta um indivíduo assinar uma ficha do partido ou participar de alguma de suas reuniões para ser atingido na inteligência e perder toda a capacidade de desenvolver raciocínio próprio, para todo um sempre.

Os genes profissionais são exclusivos das corporações militares e das profissões forjadas nos bancos das universidades. Em algumas profissões eles se manifestam com mais força, em outras com menos. Estreito-me aqui, no objeto motivador desta escrita: o pedagogo.

Uma pessoa... Qualquer pessoa normal, ou mesmo excepcional pelo rasgo de inteligência, no momento em que se bandeia tomando a direção da estrada da pedagogia, é atingida pelo gene maléfico da profissão e tem o intelecto corroído. Perde toda a abertura para o mundo e se fecha em meia dúzia de receitas educacionais, sempre floreadas com o senso da filantropia. Daí por diante, só sabe olhar o mundo através de algumas frases prontas, onde sempre constam os termos “amor”, “compromisso”, “inclusão”, “compreensão”, “metodologia”, “pedagógico”, “recuperação”, “socialização”, “inovação”, “estímulo” “recursos didáticos”... Como penitente errante, está sempre pronta a aderir à ultima “teoria” considerada redentora que for levada ao altar da educação. Torna-se incapaz de compreender qualquer fundamento filosófico e sociológico das teorias e se compraz com o ouvir e o dizer fácil. Torna-se exímia preenchedora de fichas, por onde calcula medir, controlar e avaliar os enganchos e o desempenho dos viventes humanos que circundam nos labirintos da educação. Atua pelas formas, perseguindo a eficiência, mas como tem andar exclusivo na superfície, só com muita sorte atinge alguma eficácia. É sempre vista como uma pessoa boba, inútil e incômoda na corte educacional. Como não tem fundamento no que diz, copia fragmentos de livros, e se põe a recitá-los para uma platéia de caídos, que põe atenção fingida com olhar sonolento. Não bastando isso, enche as paredes das escolas com frases enaltecedoras do trabalho educacional. Poderia ser de outra forma? Não e não! O que poderia esperar de uma gente que tem Paulo Freire como guia de sua orientação e inspiração?

Pelo dito, e pelo que não julgo necessário dizer, afirmo: todo pedagogo é ridículo, um infortúnio inventado pela imbecilidade humana. A pedagogia é a arte de refinamento da besteira e de produção de bobos,mas a natureza já faz muitos bobos.

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