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GÊNERO AMALUCADO – III
Esmeraldo Lopes

FEMINISTAS

Foi no frêmito de uns tipinhos oriundos da classe média alta, umas dondoquinhas, que tudo nasceu. É certo que a coisa não podia ser como era em termos da relação entre os gêneros. As mulheres eram oprimidas ao extremo, reduzidas a parideiras e não havia símbolo mais fidedigno de mulher que um ser vestido de saia empunhando uma vassoura. Era isso mesmo. Pois foi exatamente se bancando nessa situação que as dodoquinhas, cuja única preocupação era expor a exuberância de suas curvas e usufruírem a bandalheira masculina sem serem chamadas de putas, ergueram uma bandeira que aparecia, ora de modo sonoro, ora de modo visual com o rótulo: FEMINISMO. As oprimidas, sem nenhuma reflexão, embarcaram no discurso e por todos os cantos se ouvia o frêmito: “Direitos iguais! Direitos iguais!” E o mulherio, ao invés de botar os homens para trabalhar e exigir deles posturas e tratamento digno, reivindicou para si os papeis masculinos. Umas até desabrocharam em profunda sapatonice. E suas intelectuais buscaram dar ar de cientificidade a seus discursos. Aliaram-se com um bando de atoleimados que dispunham de posição nas cátedras e começaram a teorizar sobre as propriedades masculinas das mulheres e sobre as propriedades femininas dos homens. Deu no que deu.

Nas redações de jornais, das revistas, nas universidades... os “civilizados” se torciam diante dos absurdos, mas como eram “intelectuais” não podiam manifestar suas posições, para não ficarem expostos ao rótulo de retrógrados. Não, não silenciaram, também não se omitiram. Escreveram artigos apoiando o que não apoiavam e até muitos compareceram em atos em prol do feminismo. Eu soube até de um que chegou a ser homenageado em um desses atos, e que pouco tempo depois apareceram os frutos bem nas estremas do frontal da testa. No segredo dos amigos, esses sujeitos cochichavam, e ainda cochicham, falando da postura da noiva, da esposa do colega ausente, mas nunca das suas, que a suas são sempre santas. Toleravam e, agora ainda mais, toleram tudo, afinal assim ordena a “civilização”. E foi assim que foi e chegou-se no que é. Os homens se encolheram e perderam as características de homens, que, hoje, a maioria das pessoas do sexo masculino já nem sabe ou não se interessa em saber quais são.

O grosso das mulheres que traziam a opressão como marca, coitadas, arregaçou as mangas, e longe de pensar no desbunde, de uma hora para outra se viu atolada pelos afazeres domésticos e profissionais, assumindo o papel de provedor de vagabundos reprodutores. Não é esse o destino que tem tomado a maioria das professoras? Mas não só elas. E pior: afincam-se na idéia que são o isso, mas também o aquilo. Como o isso não pode ser o aquilo, a coisa se complica. Por terem se masculinizado repudiam o homem de verdade; pelo fato dos homens que as aceitam terem perdido a masculinidade, reclamam dizendo que não há mais homem. Do outro lado os homens que se conservaram na postura de homens, ao vê-las, sentem a atmosfera carregada pelos machos, fazem um “cruz em credo”, e já que a coisa é assim, saltam sobre uma fêmea, acudindo o que a natureza reclama. Como tudo vai começar e terminar ali mesmo, qualquer conversa enfeitada de papo-furado é o mote.

Outro dia topei com um colega que proclamava abismado: “Veja só onde a civilização chegou! Eu soube que as holandesas estão fazendo turismo no Pantanal mato-grossense para cruzarem com os peões, para conhecerem o que é homem, que na Holanda não tem mais”. É isso mesmo, a “civilização” cria a indiferenciação, e depois ninguém sabe mais quem é ninguém e todo mundo fica confundido, sem saber o que é. E no meio desse confundido todo vejo uns vultos, vultos em forma humana que se encontram no esplendor da natureza, da natureza pura. São os puros machos e as puras fêmeas. Vejo-os nas festas, em qualquer festa. Não possuem nada, mas nada mesmo além de um corpo. Como estes circulam por entre o resto dos mal-definidos, a imagem do conjunto toma ares de mutilação coletiva.

As feministas não gostam dos machos - Feminista ou mulher independente? Tanto faz, que a fuzarca da na mesma -. Ficam com o pé atrás com os “civilizados”, que estes, às vezes, têm recaídas de masculinidade, mas ainda lhes servem de travesseiro. Elas agora estão dispondo de um outro tipo que surgiu faz pouco tempo na prateleira das disposições: os meio-machos, que andam aí às pencas em busca de uma promotora de custos. São estes e aqueles os grandes palhaços da história, não são as feministas. Elas são apenas seres equivocados em busca de quem as oriente e as faça voltar à condição natural de mulher. Desejam isso, mas esses idiotas, que se pensam otários, que se pensam civilizados não deixam. Não deixam porque aceitam a inversão de papéis, porque são seres de alma mutilada, sem energia. Os homens de verdade não as aceitam porque elas já foram mutiladas e não se querem dar ao trabalho da reparação, que, aliás, é um martírio.

Foi uma colega minha que falou, ao olhar os modos de vestir de uma moça que dirigia uma moto, expondo o cofre nadegal, que não posso dizer que fosse cofrinho: “As mulheres estão assim sem postura porque os homens deixam”. Concordei prontamente com o corrido e com o preenchido da frase. Mas há uma coisa que ela nem desconfia: a produção da descompostura que dita a moda do cofrinho, das banhas caindo pelos lados, dos umbigos expostos, das calças santropês, das calcinhas ultrapassando o cós das calças (que coisa mais horrível!), dos celulares pendurados no bolso traseiro é engenhosamente arquitetada pelos homossexuais que dominam a arte de enfeiar as mulheres. Para quê? É evidente. Sabendo eles que os homens são verdadeiros estetas, querem retirar-nos o gosto pelo visual feminino, frustrar-nos, tirar-nos a graça dos olhos, adormecer nossos desejos. Elas, embaladas pelos discursos dos direitos iguais e do relaxamento “civilizatório”, caem que nem patos em armadilha. Depois choram. Choram sem entender a reação. Quando eu falei a uma colega que esta forma de exposição as deixavam ridículas, ela retrucou: “Mas os homens não gostam?” Respondi-lhe: “Não, os homens não, só os machos, esses que andam aí no borralho do submundo mental”. Os “civilizados” também acham ridículo, mas como são “civilizados”, calam.

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