Nem tão distintos: Renato e Zidane brilham no comando com vestiário na mão
Preço médio da gasolina fica praticamente estável na semana, acima de R$ 4 por litro, diz ANP
Volkswagen Polo 1.6 x Fiat Argo 1.3: comparativo
Maranhão possui maior proporção de pessoas em condições de pobreza extrema, segundo IBGE

Sobre Caatinga e Caatingueiros Parte 1/6

Sobre Caatinga e Caatingueiros Parte 2/6

Sobre Caatinga e Caatingueiros Parte 3/6

Sobre Caatinga e Caatingueiros Parte 4/6

Sobre Caatinga e Caatingueiros Parte 5/6

Sobre Caatinga e Caatingueiros Parte 6/6
PROJETO DE DESTRUIÇÃO NACIONAL VIA JUVENTUDE
Esmeraldo Lopes

Um presidente da república, ainda no início da mais recente fase ditatorial no Brasil, ante as ondas de protestos dos estudantes e da ação contestatória de intelectuais e trabalhadores, declarou algo mais ou menos assim: “Prefiro ver o país cheio de viados a saber da existência de um único comunista”. Essa frase, já esquecida, pode ser considerada a pedra fundamental de um projeto que nunca foi claramente elaborado, mas que se pôs em marcha por composição de ações, discursos e posições extremas, e que redundam no, agora já clarividente, Projeto de Destruição Nacional Via Juventude.

A Ditadura investiu contra a cultura e contra toda a autonomia de pensamento, interveio na educação imprimindo-lhe um caráter pseudopragmático, apolitizado e meramente formal. Baixou o investimento na formação da juventude ao mesmo tempo em que estimulou a mercantilização da educação, facilitando abertura de escolas pela iniciativa privada em todos os níveis sem nenhuma preocupação com a qualidade. A figuração estatística do número de diplomados era o que importava. Enquanto isso investiu com toda a força contra as manifestações reivindicatórias dos trabalhadores, dos estudantes e dos intelectuais levando seus militantes às câmaras de tortura e até ao desaparecimento definitivo, manteve postura de condescendência com usuários e até com os traficantes de todos os tipos de entorpecentes. Os agentes da repressão diziam: “Usuário de droga não se envolve em questões políticas”. Não sei se esse pensar refletia toda a verdade, mas, pela minha experiência, era pelo menos uma meia verdade, pois conheci muito pouca gente achegada a droga com algum comprometimento social. O certo é que pela mão da Ditadura o Projeto foi conduzido desse jeito. Mas houve o outro jeito, cujo material foi fornecido pelas mãos dos liberalizantes, que se contrapunham à Ditadura.

Alguns liberalizantes pregaram o caráter inofensivo e até libertário das drogas; outros exageravam na defesa das liberdades individuais, batiam forte contra o caráter opressivo das escolas e de seus métodos de trabalho, no rigor da autoridade dos pais, pregavam a compreensão a qualquer custo das práticas da juventude e combatiam qualquer forma de enquadramento social que não fosse o liberal alimentado pelo hedonismo. A palavra de ordem era: tolerância. Qualquer cobrança relacionada à disciplina, rigor, sobriedade, era rechaçada e enquadrada no rol das práticas autoritárias, pois que tudo o que era humano era liberdade, liberdade, liberdade, quebra de limites sem limite. Lembro que apareceu até uma senhora, que hoje se empoleira em ministério, dando aula pública de sexologia na televisão, aula não, pregação de liberação sexual. Logo depois um ex-guerrilheiro e ex-exilado, ao voltar do exílio, deu-se a propagandear atitudes de grande valor revolucionário como desfilar usando sunga de crochê, ao mesmo tempo em que pregoava a necessidade da liberação da maconha.

Ao contrário dos agentes da Ditadura, os liberalizantes eram versados em conhecimentos eruditos, e se armaram de teorias científicas, que como colonizados de elite, buscaram-nas nos “países desenvolvidos”, tomando os franceses como modelo. Mas o Brasil também pariu um liberalizante autóctone, que desenvolveu um pensamento chave para a “libertação dos oprimidos”. Com esse material se armou a psicologia e a pedagogia para elaborar os componentes de seus rosários: não provocar trauma, educação libertadora, participação dos alunos nas decisões pedagógicas, respeitar as vontades das crianças e dos adolescentes, levar em conta as condições dos alunos, tolerância, educação de acordo com a “realidade”, não reprimir, conscientizar... enfim uma enfiada de papo furado.

Depois de muitos entreveros, os principais agentes da Ditadura se foram. Mas aí já tinham deixado seu legado na consumação do Projeto em fase avançada. Os seus oposicionistas se agasalharam nas estruturas deixadas por eles. A repressão policial às ações políticas foram deixadas para trás, entretanto o Projeto de Destruição Nacional Via Juventude foi incrementado com a adição do polimento liberal. A política de emagrecimento educacional recebeu o reforço oficial da retirada da autoridade dos professores, da transformação das escolas em espaço de “liberou geral”, de medidas de incentivo ao não estudo e ao mau comportamento... Os professores, de uma hora para outra, se viram transformados em babás supervisionados por pedagogas e psicólogas rigorosíssimas no ato do respeito às imposturas juvenis . Isto juntado com a herança deixada pela Ditadura foi de grande valia no incremento do Projeto. Mas veio mais. Fizeram o Estatuto da Criança e do Adolescente. Resultado: o absurdo da desautorização da autoridade dos pais resumindo-os em mantenedores materiais dos filhos, e, ao mesmo tempo, em responsáveis pelas conseqüências de seus atos. O tal ECA transformou adolescentes e crianças em seres intocáveis. Qualquer ação mais enérgica dos pais sobre eles pode parar em delegacia de polícia. Não satisfeita com a situação já criada, uma deputada do Partido dos Traidores, ainda conseguiu aprovar uma lei pela qual até mesmo um puxão de orelha mais consistente pode tornar um atencioso pai em um elemento de alta periculosidade. Chegamos ao ponto que já não é incomum ouvir queixa de pais que dizem que o filho o ameaçou denunciá-lo ao promotor. Os policiais, esses, temendo os rigores da lei, quando vêm uma criança ou adolescente fazendo pratica ilícitas, fingem-se de cegos e dão meia-volta. Os promotores estão sempre de ouvidos muito atentos para ouvir os reclamos das crianças e adolescentes, tomando-os como detentores da verdade plena. Enquanto o Estado, sob a égide dos liberalizantes, investe contra pais, professores, escolas, policiais, crianças e adolescentes, sem limites, esbaldam-se em festas, independente de horário, se lançam no mundo das drogas, engrossam o pescoço na desobediência contra os pais, desafiam e agridem professores, não estudam e recusam toda e qualquer disciplina, tudo isso ou sob a omissão ou amparo dos conselhos tutelares.

Não posso, nem em lance de hipótese, saber qual é o próximo passo desse Projeto. O que sei é que ele está tendo muito êxito na obra de destruição nacional. A delinqüência infanto-juvenil campeia em todos os quadrantes. Os bandidos experientes, que não são nem um pouco bobos, sabendo da imbecilidade afrancesada dos liberalizantes “humanistas”, apóiam-se na certeza da impunidade das crianças e dos adolescentes, para utilizá-los no mundo do crime. Enquanto isso, o Analfa Sem Dedo solta sua voz engasgada para dizer: “Temos que educar nossas criança. Temos que conscientizar elas”. E até uma antiga filósofa, acho que vinda de algum Mar Chuí, ao invés de se botar em sua responsabilidade de intelectual, o aplaude.

Já temos frutos crescidos dessa política “humanista” liberalizante. Esses frutos andam por aí queimando índio e mendigos, espancando prostitutas, infringindo golpes em empregadas domésticas, espancando cidadãos nas filas e nas ruas, assaltando, elevando os índices de atropelamento e de infrações de trânsito, se compondo em “galeras”... E deles não se pode esperar nada além da barbárie, de quem já se mostram serem bons implementadores.

O alvo desse Projeto? Plantar a barbárie para a destruição nacional, sob a batuta das orientações do mundo “civilizado”, dando a aparência de um tipo ampliado de guerra do ópio moderna que revestem com o nome de cidadania.

Voltar
escort bayan
Júpiter.com.br - Esmeraldo Lopes - Todos os direitos reservados