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SOBRE O AMOR
Esmeraldo Lopes

Essa coisa chamada amor... Só é capaz do amor quem é capaz da solidão. Quem não é capaz da solidão, no muito, pode amar o amor, mas é incapaz de amar em carne e osso. Do fundo de sua solidão, o solitário sabe-se sozinho e deseja. Se bem que esse desejo tenha endereço indefinido, talvez perdido no infinito do espaço e do tempo. Por isso mesmo, ele é e sabe-se solitário, e procura – talvez nem procure, talvez espere - alguém que se assemelhe, nas características do desejado. Como ele não ama o amor, põe-se à espera sem grandes ilusões. E assim vai vivendo, observando nos mínimos detalhes coisas que a infinidade de homens nem sequer se dá conta. Vai preenchendo o tempo. Para o solitário, o ser amado nunca poderá ser tomado como objeto, nunca perderá suas qualidades humanas. Não alimenta idéias platônicas. Ele sabe que quem vai atrás do amor querendo paz está muito enganado. Sabe que amor é o campo das mais ferozes batalhas. Aturdido, se acautela. Possibilidade num oceano de areias movediças. Condenação, não penitência. O solitário não quer tolerância, ele quer amar, não o amor, mas a pessoa a ser amada. Quando a encontra, o tempo... A ferrugem do tempo, e o prenúncio, o prenúncio do fim.

Quem ama o amor não tem tempo para a solidão. Como ama o amor, tem sempre à sua disposição possibilidades de corporificar, materializar o amor que ama, afinal vive no real e o real é o amor que sente pelo amor. Sensação!, sensação! Acomodação. Espera não. O seu par é pretexto. “Eu preciso de uma mulher”, “Eu preciso de um homem”. Tudo se resume no ter o outro, que está ali, ou que está chegando. Viver de emoção em emoção. Quem ama o amor navega no território da conveniência, do transitório, do imediato do seu si só, e recebe sinceramente fingindo que dá. É a voz rebuscada da espécie quem dita. Quem ama o amor nem desconfia, mas está condenado a viver sem nenhuma possibilidade de paixão pelo ser amado. A ferrugem não ataca. Não há tempo. Os eventos infiltram, e a imigração... Para quem ama o amor, o ser amado não existe. Só existe o amor. Daí sua solidão habitar as sombras do seu sempre acompanhar, sem se deixar perceber. Quietude: nem amor, nem amor ao amor. O quieto não crê no amor. O quieto só quer se aquietar. Um outro para confortar. Pura conveniência, costume, acomodação. Morte da emoção. Um mundo frio. Cumprimento de destino, de satisfação do corpo, de imposição da vida. Há quem seja incapaz de amar, quem seja incapaz de amar o amor. “Crescei e multiplicai-vos!”. Não há amor, há missão. Reprodução do rebanho, mortificação do corpo, sentimento de culpa pelo ato do prazer. O palpitar do corpo, o aturdir da vontade. A missão estrangula o amor. Pena do penitente: sexo com esconderijo de prazer: puro estrangular do desejo. Réu, eterno réu. Infelicitação da vida, infelicitação do mundo. Desfile, exaltação de anjos penitentes. Pureza, vontade, pureza, vontade, autopunição. Um outro mundo.... Um outro mundo... Compensação: paraíso dos mortos.

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