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NATAL
Esmeraldo Lopes

Eu não sei responder a essas coisas que giram em torno do Natal. O que eu sei é que o clima criado em torno do Natal não me faz bem. Quando eu era menino, esperava por essa data com muita ansiedade. Era a época em que meus irmãos vinham para casa; que as pessoas de minha cidade que moram fora voltavam; que as pessoas da cidade faziam preparativos para receberem os parentes e conhecidos; que a vitrine da loja de Seu Jaime ficava bonita, expondo objetos que despertavam nossa curiosidade; que na Igreja era armado um pequeno presépio; que as pessoas andavam mais alegres e se enchiam de esperança... Lembro da Igreja cheia de gente, e todo mundo com o olhar condolente, aspirando o cheiro do incenso misturado com o cheiro de morcego. Depois é agora. O Natal virou uma coisa chata. A música é a mesma, mas o clima é de superficialidade. Por muito que as pessoas falem, que as propagandas alardeiem, o Natal perdeu seu ar. Virou uma obrigação e os votos de FELIZ NATAL, um mero ato de formalidade. É que nós ficamos distantes. Em nome da civilização fomos forçados a tolerar tudo e na esteira da tolerância se fortaleceu a indiferença. Não há mais muito o que comemorar porque não existe mais família e nem amigos. Cada um procura loucamente o seu objetivo. Entretanto, o Natal sobrevive. Sobrevive porque precisamos procurar a nós mesmos. Mesmo que no passado não tenhamos nos encontrado, sabíamos procurar. Agora, já não sabemos procurar. Fingimos que procuramos, e assim saímos por aí abrindo a boca e dizendo: FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO! E é como se não tivéssemos dito nada. No nada vivemos. Por isso o Natal não me toca mais, antes me incomoda. O Natal perdeu motivo, amareleceu, porque agora é simplesmente uma festa, e não uma celebração.

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