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AS FORÇAS VIVAS DA NAÇÃO
Esmeraldo Lopes

Acompanhando o noticiário, colocando atenção no dizer de comentaristas e de expoentes da política, de dirigentes de organizações, de especialistas em assuntos ligados à vida nacional, dia a dia, vou sendo reforçado na convicção de que há, entre os formadores de opinião do Brasil, um pacto para escamotear aspectos sérios da realidade do país. O motivo que leva à formação e sustentação desse pacto, não sei. Não pode ser burrice. Será prostituição intelectual? Covardia? Cumplicidade com a ordem social predadora?... Os dirigentes, os formadores de opinião, entrelaçam-se na trama miúda dos acontecimentos, desviam o olhar de problemas gigantescos, calam quanto ao futuro ou o ornamentam com expectativas carregadas de esperança. E nesse falar, a gente vê e ouve: palavras, palavras, palavras sem força, nuas de verdade, de vontade, de determinação. Tão leves que no ligeiro, logo, logo seus dizeres escapolem da lembrança da gente. E entre um palavreado desses e outro, o pipoco de notícia de rebelião em presídios, de arrastões, de índice de desempenho de estudantes abaixo do sofrível, de ataques a agências bancárias... estupros, estupros, estupros coletivos, morros dominados por bandidos, assassinatos de  natureza variada, desassistência nos hospitais, superlotação de cadeias, estelionatários, corrupção com propina de milhões, de bilhões, juízes comprados, parlamentares corruptos, presidentes ladrões... Desastre dos órgãos de segurança; falência dos órgãos de saúde, há muito, estrangulados e piorando; a educação rodopiando no lixo; a justiça sem merecimento de crédito, partilhando safadeza. No tumulto do simultâneo de tudo isso, o povo deixado a si mesmo, habitando no mundo da barbárie, da insalubridade, improvisando a vida... todo dia!, acostumando-se à lamúria de choros, desenvolvendo habilidade para limpar lágrimas, para amortecer dores, acomodando-se a injustiças, inventando astúcias para conviver com ladrões, com bandidos, para driblá-los... e tolerando, e suportando, e agüentando mais, mais, mais, cada vez mais.

No pavor da agonia que nos atinge, há quem olhe e procure meio de se mexer para providência. Mas, cadê!? Os órgãos do Estado tomados, em seus postos diretivos, por pessoas caracterizadas pela falta de caráter, de amor próprio, de responsabilidade, de comprometimento social, mas sempre e necessariamente subservientes aos dirigentes maiores, e quando alcançam o cargo através de eleição, quedam às imposições, às chantagens dos funcionários-eleitores; muitas organizações da sociedade civil agonizando, anêmicas, desprovidas de conteúdo, sem proposição, com finalidades perdidas, quase sempre guiadas por arrivistas; outras organizações da sociedade civil subjugadas, capturadas, postas a serviço de Partidos Políticos, de organizações globais; Partidos Políticos existindo apenas pelo ordenamento de letras, arrumados no jeito de agrado para corruptos, para oportunistas; os movimentos sociais, aloprados, distantes das questões da população, levantando bandeiras despranaviadas, sem capacidade de mobilização. E o pior. O pior mesmo! Tão logo algumas pessoas iniciem processo de organização de grupo visando defender propósitos próprios, agir contra situações, contra interesses que consideram incômodos, aloprados, arrivistas, oportunistas de partidos, de movimentos e de organizações dopadas por ideologias lunáticas, fazem ruma para interferir no seu destino, para empurrar-lhe suas bandeiras, suas formas de luta ou travarem oposição cerrada. E aí, a sua desnutrição, o seu esvaziamento, a sua morte.

No panorama do aqui descrito, olho para o Brasil e procuro. Procuro querendo achar forças vivas que neste país lancem vela ao vento. Olho com os olhos, com a mente. Procuro nos jornais, nas entrevistas de revistas, nas entrevistas disponíveis na internete. Circulo a cidade, informo-me a respeito das ocorrências de outras cidades. E o que encontro, o que vejo? Vejo por todos os lugares uma massa de indivíduos acabrunhados, voltados para si, vivendo em existência marginal, oprimida, por ter seu pensar, seu estilo de vida rechaçado por críticas e ameaças veladas, por não se verem nos conceitos circulantes e impostos, por não se verem nas verdades difundidas pelos meios de comunicação, nos discursos e interpretações dos formadores de opiniões, dos dirigentes da sociedade, das chamadas minorias. E no meio dessa massa amorfa de indivíduos, desponta com força, elevando-se do chão a topo alto, as Forças Armadas. Embaixo, quase no nível do chão, os Evangélicos, o Movimento Gay. No nível do chão, camuflando-se no meio do povo, mas com poder de mando forte, organizações de bandidos – PCC, CV, Sindicato do Crime. Por fim, derramados por toda a sociedade, açambarcando grande poder e infiltrados nas instâncias nobres do país, nas instituições mais elevadas, nas mais simples - públicas e privadas, laicas e religiosas -, agindo de maneira institucionalizada, corruptos de toda natureza e porte. Estes, embora apareçam, sejam apresentados e vistos de modo isolado, em verdade, independentemente de suas origens, filiações políticas e religiosas, fazem parte de um pacto não escrito, não divulgado, não confessado, mas comungado. Pacto que congrega indivíduos e organizações que possuem como nutriente básico de vida a corrupção e pelo qual se defendem e atacam ferrenhamente.  Eis aí as forças vivas da nação.

13-06-17

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