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CEGUEIRA PROPOSITAL... E MORTAL
Esmeraldo Lopes

 

Não sou europeu e nem moro na Europa. Caso morasse lá, providenciaria duas coisas: preparação de estado de espírito para morrer estourado por bomba ou atropelado ou esfaqueado e aquisição de um kit oração. Teria que aprender a orar na língua local. Não sei se na França, Inglaterra ou Alemanha oração em português vale alguma coisa. Será que por lá os santos entendem português? Acho que teria que aprender uma das línguas deles. Carregaria o kit oração dentro de uma mochila e não me apartaria dela. Escapando da morte, estaria sempre pronto para me irmanar, em oração, com os solidários às vitimas o terror islâmico. Mas não sei rezar, e não acredito na eficácia de oração para enfrentar situações do duro da vida. Sou ateu. E mesmo que não fosse ateu, acharia mais eficaz adotar a postura de um religioso, capitão de polícia, que conheci. Antes do confronto com bandidos, tirava a pistola, escorria a mão delicadamente sobre ela, fixava-a e orava: “Eu sou evangélico, mas você não!” Partia para o enfrentamento do que fosse.

 Não tenho arma e nem habilidade para fazer uso de uma. Se andasse armado, a polícia me pegaria na primeira esquina, dar-me-ia solavavancos e me lançaria em prisão. Então, se eu morasse na Europa, teria que adotar outro recurso dos civilizados: cantar hino patriótico, depositar flores, expor cartaz com dizeres pesarosos, transportar tristeza no semblante, tudo isso ao redor do local de celebração de cada cerimônia em homenagem às vítimas de partidários do Islã. Teria também que aprender que o terrorismo islâmico é resultado de “uma ideologia que entende ‘equivocadamente’ que ‘os nossos valores são incompatíveis com o islamismo”, como acredita - e quer impor sua crença ao mundo ocidental - a primeira-ministra da Inglaterra, Theresa May e a cordilheira de politicamente corretos, capitaneados também pela primeira-ministra alemã, Angela Merkel, e a mais nova expressão da demência européia e presidente da França, Emmanuel Macron. Na frase da primeira-ministra a chave da compreensão da questão: equívoco, “equivocadamente”. Quem é mesmo que está equivocado nesse entendimento? Os islâmicos enxergam essa incompatibilidade de forma cristalina. Ela não pode ser escondida, nem disfarçada. Está estampada em cada gesto, em cada símbolo, em cada costume, nas aspirações de ambas as civilizações. Mas os civilizados ocidentais, os politicamente corretos, não podem aceitar essa realidade, pois ela vai contra suas convicções. E essas convicções marteladas pelo iluminismo, sacramentadas pelo cristianismo. E preferem morrer se vendo pelo enxergar do enxergar de quem está ariado: o olho mostra uma coisa, mas a mente registra outra. E ainda que a mente registre o amostrar do olho de modo fiel, eles forçam interpretação para conformidade com o seu acreditar, chegando, esse acreditar ao inacreditável, como ocorreu com a posição dos politicamente corretos ao comentarem o ataque ao jornal Francês Charlie Hebdo, em 2015, quando jornalistas foram caçados e mortos com cenas de requinte desgraçado: “Mas eles mexeram com o islamismo! Desenharam, representaram Alá em imagem, e os islâmicos não aceitam isso”. Nas letras dessas frases e de muitas outras que seguiram o mesmo caminho, a indicação da aceitação da submissão do mundo ocidental aos imperativos do islamismo, o prenúncio do lançamento de nossa autonomia no lixo, a morte da estrutura básica de nosso ser: a liberdade de expressão.   E aí vem uma pergunta: “Estando no Brasil, você não se considera seguro?” Não!... Claro que não! Lembre-se: o Brasil é um país de colonizado, de povo que faz questão de ser colonizados até hoje, e o colonizado acha que tem o dever de seguir a cartilha do colonizador com mais presteza que ele. E aqui não há uma cordilheira de politicamente corretos, há um oceano. E são ferozes! Carregam com ardência o entusiasmo dos irresponsáveis, se fortalecem com o silêncio dos indiferentes e com o sono dos ingênuos. Entrincheiraram-se nas universidades, nos meios de comunicação, no Ministério Público, no parlamento. Por isso, digo: Estamos lascados! Ou entramos na luta logo ou seremos despossuídos de nós. E neste caso, só tardiamente descobriremos que caímos no conto de cegos propositais. E estes, quando questionados, buscarão se desvencilhar de suas fantasias “civilizatórias” e “politicamente corretas” declamando com ar cínico: “O que está acontecendo é um absurdo! A gente não sabia que daria nisso!”

07.06.17

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