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FARSANTES?
Esmeraldo Lopes

 

O PT é uma farsa plena. Também como poderia não ser se seu líder máximo é Lula? Lembro das lutas sindicais envolvendo Joaquinzão, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, e o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema, liderado por Lula.

A questão central posta pelo Sindicato de São Bernardo e Diadema era a mobilização dos trabalhadores para lutarem por melhores salários, por melhores condições de trabalho, pelo direito de greve, “por um sindicalismo livre da tutela do Estado”. Já Joaquinzão se encastelava no Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, garantindo suas sucessivas reeleições com base na manutenção e no controle de reduzido quadro de sindicalizados, na adoção de medidas assistencialistas, promoção de festas e atividades recreativas, na resolução das questões trabalhistas por meio de negociação colaboracionista com os empresários ou, em último caso, em recorrência à Justiça do Trabalho. E por isso recebeu a alcunha de PELEGO. Acercou-se, Joaquinzão, de sindicalizados despolitizados e aguerridos defensores, alimentados por medidas de simpatia, alguns pequenos privilégios e grandes elogios. E para agasalhar o estar de sua condição e de suas ações, construiu e manteve uma bela estrutura física. Recurso para a sua estruturação e manutenção dos serviços assistenciais? Dinheiro proveniente do IMPOSTO SINDICAL.

Os sindicalistas combativos miravam o Sindicato de São Bernardo do Campo e Diadema como exemplo a ser seguido e repudiavam Joaquinzão. Contra ele, formavam chapa, iam às eleições e saíram apanhados, uma vez, duas vezes, três vezes... Criaram Comissões de Fábrica, mas estas, por não contarem com o apoio do Sindicato, rastejavam sem êxito. Seus membros acusados de serem comunistas, agitadores, e o DOPS de olho neles. No clima dessa situação, Lula, trabalhadores combativos, parlamentares progressistas – como eram chamados aqueles que se posicionavam contra a Ditadura – identificaram a alavanca, o esteio da existência do sindicalismo pelego: O IMPOSTO SINDICAL. Imposto Sindical: alimentador de pelegos, de oportunistas, de traidores dos trabalhadores, fomentador da desmobilização da classe. Depois dessa constatação, inscreveram em suas bandeiras de luta, FIM DO IMPOSTO SINDICAL. 1978... Década de 1980, sindicalistas ligados ao PT, PCdoB, PCB..., sindicalistas com tendência de esquerda, começaram a ganhar eleições sindicais. E a reivindicação contra o imposto sindical sumindo, colocada em esconderijo, apagada por estrangulamento. Ele, o imposto sindical, ganhou respeito, passou a ser considerado importante, “imprescindível para luta pela emancipação da classe trabalhadora”.

O PT vira governo, muitos, muitos sindicatos correia de transmissão do governo. Os sindicalistas profissionalizam militantes, agradam os sindicalizados fiéis, esquecem as comissões e distanciam-se do chão das fábricas; alimentam-se de discursos e ilustram suas posições com bandeiras genéricas, voltadas para minorias, para defesa de interesses difusos, abstratos!... “Contra a opressão”, “reforma agrária” – mas uma reforma agrária palavra pura – “melhoria das condições de vida e trabalho”, “direito dos trabalhadores”...

No embalo do marasmo dos sindicatos, uma proposição colocada na Câmara, no Senado, pleiteando o fim do imposto sindical. Aí, o “Deus nos acuda” dos sindicalistas esquerdistas, centristas, direitistas... E eis que eles se irmanando, misturando choradeira, lambuzando suas lágrimas, acorrendo aos meios de comunicação, com faces machucadas, anunciando o fim do mundo, perseguição aos trabalhadores. E  PT, PSOL, PCdoB, PSTU, REDE... Partidos pseudo esquerda indignados com a ameaça terrorista representada pela proposta do FIM DO IMPOSTO SINDICAL. E Lula bodejando contra o desrespeito, alegando ação de desprestígio à classe trabalhadora.

De cá do meu canto eu olho o presente, viajo ao passado. Fiz coro juntando minha voz com as vozes que condenavam Joaquinzão. Mas agora, eu gostaria que os sindicalistas do presente pelo menos procedessem como ele. Não se fez exemplo merecedor de admiração. Era imobilistas, colaboracionistas, aparelhista da máquina sindical, pelego notório. Mas pelo jeito, procedia por convicção conservadora. Pelo menos não consta que recebesse dinheiro dos industriais para manietar os trabalhadores e não fez discurso a favor da corrupção. Não, não como Lula, como o PT e muitos petistas militantes e sindicalistas. Entre esses, vários estão com seus nomes inscritos em delegacias, citados em depoimentos de corruptores, grafados pela pena do Ministério Público, sentenciados por juízes. Não. Não são pelegos e são mais que farsantes. São ladrões de dinheiro, estupradores das causas, da consciência dos trabalhadores.

01/06-17

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