Árbitro relata pedra e ofensas de Diego Souza, mas não cita pênalti polêmico.
Tite elogia Bélgica e admite favoritismo do Brasil: "Pela história e o que vem fazendo"
Maioria das mortes violentas em SP é causada por conflitos interpessoais ou pela polícia.
Renca: governo revoga decreto que liberava mineração em reserva na Amazônia

Sobre Caatinga e Caatingueiros Parte 1/6

Sobre Caatinga e Caatingueiros Parte 2/6

Sobre Caatinga e Caatingueiros Parte 3/6

Sobre Caatinga e Caatingueiros Parte 4/6

Sobre Caatinga e Caatingueiros Parte 5/6

Sobre Caatinga e Caatingueiros Parte 6/6
CAMISA DE FORÇA, MORDAÇA E CANGA
Esmeraldo Lopes

Esmeraldo Lopes

Ao circularmos os olhos pelas páginas dos jornais, ao sermos alcançados por vozes provindas nas ondas de rádio, de televisão ou mesmo de bocas animadas em momentos de conversas-ocupa-tempo, de vez em quando somos pegos por frases com feições folcloricamente absurdas, mas que copiam a realidade com fidelidade total. Octávio Mangabeira, governador da Bahia no final da década de 1940, detido em sucedidos passados, presentes, com acontecer ao seu redor, botou o olhar no perdido do tempo no espaço do mundo e expirou: “Pense num absurdo, na Bahia tem precedente”. Eu não existia nesse tempo, mas sinto que sinto saudade dele. Saudade porque esta frase correu o Brasil todo, mas, pelo que parece, só encontrava boa aplicação na Bahia. Não é como hoje que ela encontra colo, peito, calor, cultivo, em todos os quadrantes do Brasil, na miudeza de certos ocorridos no varejo, na grandeza de acontecimentos, mas principalmente pela consagração de ideias, pela imposição de aceitação de situações, fundadas em pressupostos absolutistas e impostas a toda a sociedade através de processos inquisitórios. O absurdo a que vou me referir é tão grande que perto dele, a corrupção, o descaso educacional, as mazelas das estruturas de saúde..., adquirem insignificantes proporções, ganham forma de fogo-fátuo. Entro na seara sagrada de uma das proclamadas minorias.  No cenário, o auto-santificado movimento LGBT e adeptos.

O LGBT e adeptos em contenda contra os “intolerantes”, contra os “indiferentes à sua causa”, contra os que não comungam, não professam e não dão concordo a seus postulados, a suas práticas. Estes, batizados com o nome de homofóbicos.  De começo, os homossexuais reivindicavam apenas tolerância, não serem objeto de aversão, espaço para a existência, respeito – o simplesmente justo e necessário ao exercício da condição humana. No andar de pouco tempo, tomando discursos importados das metrópoles, apresentaram-se em faces diversificadas, anunciaram a diversidade do ser homossexual. Aí, LGBT, LGBT. Aumentaram o repertório e uma imensa bandeira arco-íris entrando nos espaços da sociedade, vozes espraiando palavras de ordem da “diversidade”. A população apática, reagindo pelo deboche, ridicularizando; a elite se pondo em silêncio distante. Intelectuais, trabalhadores intelectuais, em sua maioria, aceitando as demandas do LGBT, seus pressupostos, não por convicção, mas por dever de vomitar chavões constantes do rol do politicamente correto, buscando se decorar com marcas de progressistas. Até aqui, nada de nada a reclamar. O que cada um faz de si, a ideia que cada qual pare, cultiva, acolhe, carrega, diz respeito a cada um. Liberdade de escolha, liberdade de expressão, conduto de liberdade, antítese de opressão. Pressupõem confronto, enfrentamento, negação, de ideias. E aqui está o ponto onde a porca torce o rabo. Para o LGBT e adeptos, não basta tolerância, querem adesão irrestrita a seus postulados, aceitação inquestionável das práticas da homossexualidade. Quem não nesse enquadro, homofóbico. E o LGBT propondo invasão de espaço, ganhando cara e cor heterofóbica, infiltrando-se na amplidão dos ambientes solciais pelo confuso das definições. Nessas indefinições, o não se saber se um travesti, se um gay é homem, se uma lésbica é mulher, e quanto a transexual? Bissexual, qual é mesmo o seu lugar? E cá no meu cá, pergunto: nesse emaranhado de coisas, não querem desmanchar o conceito tido de homem e de mulher, invadir os espaços já tidos e estabelecidos, ao invés de criarem espaços específicos para os representados, para aqueles em nome de quem fala o LGBT? A resposta está nos postulados formulados pelos inspiradores do LGBT e de seus adeptos: sexo é um acidente biológico, coisa sem importância, denotado pelos órgãos sexuais, diz apenas respeito a macho e fêmea, coisa coisinha de nada, sem importância nenhuma. O importante é o gênero, que é construção social. Então, a negação plena e total da natureza, dos instintos; imersão total do homem no social, deitado no pressuposto de que o homem nasce sem nenhum ser, papel em branco, apenas ser com potencial de poder ser, e poder ser qualquer coisa que nele possa ser plantado aliado ao que ele vier a escolher. E aí as práticas defendidas pelo LGBT gerando tumultos, constrangimentos, nos banheiros; desencontros entre homossexuais e heterossexuais. Heterossexuais se constrangendo, não aceitando livre acesso de homossexuais a seus espaços específicos, repelindo aproximação de afeto com homossexuais; homossexuais exigindo direito de acesso aos espaços dos heterossexuais, requerendo liberdade de aproximação afetiva com eles, enxergando discriminação, homofobia, na recusa. E lá vem o LGBT querendo acabar dia dos pais, dia das mães, para colocar em seu lugar o dia de “q u e m   m e   c u i d a”; procurando interferir no material didático das escolas visando plantação da teoria do gênero e supressão da diferenciação sexual, liquidação da ideia de masculino e feminino; visando botar meninos para brincarem de bonecas, a fazerem trancinhas, a brincarem com os pipiuzinhos dos outros, e as meninas a se beijarem; tentando criar patrulha e meios de punição contra professores avessos a seus postulados; buscando estabelecer mecanismos para fechar portas para ação de pais que reajam às práticas e postulados propostos pela teoria do gênero, ameaçando-os com processos.  O que não for isso, praga a ser combatida, extirpada: sexismo. E o grito homofobia!, estrondando no ar.

O objetivo de impor às pessoas a obrigação de aceitar, de gostar e simpatizar com a homossexualidade em suas diversas faces, com os postulados e práticas defendidos pelo LGBT e adeptos: totalitarismo. Ninguém pode ser obrigado a gostar de ninguém, nem de algo. Princípio da civilização: convivência no limite de lei fundada na tolerância, no respeito à existência dos outros. Então, civilização é berço de diversidade, mas diversidade com cada um respeitando o quadrado do outro, sem invasão, com diferença tolerada, com limites marcados, com definições claras para clarearem a compreensão do ser e do não poder ser. Mas o LGBT e adeptos, afogando o termo homofobia em atmosfera obscura, de indefinição conceitual, dando-lhe caráter genérico, difuso. Nessa atmosfera, o intento de conseguir aprovação de lei que criminaliza a homofobia. E a partir daí, implantar o projeto consentir e emudecer, colocando camisa de força, mordaça e canga em quem ousar contestar por ação ou ideias, os postulados, as práticas, que no obscurantismo de subjetividades, armações, falsas alegações, vierem a ser classificadas como homofóbicas.

09/10/14

Voltar | Enviar por e-mail
escort bayan
Júpiter.com.br - Esmeraldo Lopes - Todos os direitos reservados